os numeros da terapia*
(traduzione e lettura: Marco Tomaiuolo)
Qual é o numero maior? Não há: e por causa desta revelação nenhum número há de verdade .
Os números são dedos ágeis e compridos, delicados e fortes e brancos: têm encerrado o vazio que os distinguem.
“Os dias todos demasiado uguais…Não val a pena, doutor…” choram desesperados cento e trinta e cinco centimetros de mim.
No quarto arejado, as horas de terapia ligam os dias que as têm distinguidas uma das outra.
É uma realidade que “nós” salvamo-nós a vida sessenta minutos por vez.
Não há a sessão maior, a máxima compreensão, a contagem definitiva. E conclue-se com certeza que não há uma coisa chamada “sessão”.
Há a terapia. A praxis que recolhe nas mãos o tempo entre os nossos encontros.
A terapia há igual como às outras coisas que vivem de amor privando-se duma medida.
Florescem cravos nas pontas dos nossos dedos. Sejam estas sessões individuais ou de grupo.
O homem e a mulher vêm sempre acima de tudo. As palavras vêm depois. Mesmo as maiores. Nós somos preexixtentes.
Antes viemos sempre “nós”. O restante foram definições que nós atiraram mais ou menos educadamente.
Que nunca mais conseguiram parar este proceder dàs numerosas vidas humanas preexistentes que me visitaram aqui.
Não me lembro da medida da maldade daqueles falsos juízos. São numeros que marcam o tempo duma acção que queriam parar.